A pesca artesanal desempenha papel crucial na economia de diversas regiões costeiras do Brasil, oferecendo subsistência para milhares de famílias e contribuindo para o abastecimento de mercados locais. Joel Alves ressalta que fortalecer esse setor não significa apenas aumentar a produção, mas criar um modelo sustentável que garanta renda estável e conservação dos recursos naturais.
A adoção de práticas planejadas permite que comunidades costeiras transformem a pesca artesanal em uma atividade mais resiliente, competitiva e integrada ao desenvolvimento regional. Isso envolve desde melhorias na técnica de pesca até a profissionalização dos pescadores e a formalização de cadeias produtivas.
Modernização e inovação tecnológica
A introdução de tecnologias simples, como GPS, aplicativos de previsão climática e sensores de monitoramento, possibilita que pescadores planejem suas atividades com maior precisão e segurança. Joel Alves observa que essas ferramentas aumentam a eficiência, reduzem desperdícios e melhoram a qualidade do pescado, gerando maior valor agregado e permitindo melhor inserção no mercado.
Além disso, plataformas digitais de comercialização aproximam produtores e consumidores, reduzindo intermediários e garantindo preços mais justos. Essa conectividade impulsiona o comércio local e fortalece a economia regional, promovendo inclusão financeira e competitividade.
Sustentabilidade e gestão responsável dos recursos
O manejo adequado dos estoques pesqueiros é essencial para manter a produtividade a longo prazo. Práticas como pesque e solte, respeito aos períodos de defeso e monitoramento das áreas de captura garantem que os recursos naturais sejam preservados. Joel Alves ressalta que a sustentabilidade não é apenas um compromisso ambiental, mas também um fator econômico, pois assegura a continuidade da atividade e a estabilidade da renda para as comunidades.

Investimentos em rastreabilidade e certificações ambientais aumentam a credibilidade do produto e ampliam o acesso a mercados exigentes. Ao combinar sustentabilidade e qualidade, a pesca artesanal se torna mais valorizada e competitiva, gerando efeitos positivos para toda a economia local.
Organização social e cooperativismo
Fortalecer a organização das comunidades é outro ponto central. Cooperativas e associações permitem melhor negociação, acesso a crédito, treinamento técnico e compartilhamento de boas práticas. Joel Alves enfatiza que o cooperativismo promove inclusão social, incentiva a participação de mulheres e jovens e aumenta a resiliência das comunidades diante de desafios econômicos e ambientais.
A união dos pescadores em redes colaborativas também facilita a adoção de tecnologias, melhora a gestão das atividades e cria oportunidades para novos negócios ligados à pesca, como turismo, beneficiamento e comercialização direta.
Perspectivas de desenvolvimento local
A integração entre inovação tecnológica, sustentabilidade e organização comunitária cria um ciclo virtuoso de crescimento. Joel Alves aponta que regiões que implementam essas estratégias conseguem consolidar a pesca artesanal como fonte de renda estável, gerar empregos, fortalecer a economia local e preservar o patrimônio natural.
Assim, fortalecer a pesca artesanal vai além da produção: significa construir uma base econômica sustentável, inclusiva e duradoura, capaz de transformar comunidades costeiras e promover desenvolvimento regional de forma equilibrada.
Autor: Alejandra Guyton

