O mercado de trabalho formal brasileiro abriu 165.827 vagas em agosto de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado é a diferença entre 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos registrados no mês.
Com o desempenho de agosto, o estoque de empregos formais chegou a 48.244.696 vínculos no país. No acumulado entre janeiro e agosto, foram criados 1.134.033 postos, o que representa crescimento de 2,41% no ano. Os números abrangem os contratos registrados no sistema oficial de acompanhamento do emprego formal.
Serviços lideram a criação de vagas
Entre os cinco grandes grupamentos econômicos, o setor de Serviços apresentou o maior saldo positivo em agosto, com 110.346 novas vagas. O segmento reúne atividades diversas e respondeu pela maior parte dos postos criados no mês, à frente dos demais setores acompanhados pelo Novo Caged.
Na sequência aparecem Construção, Indústria, Comércio e Agropecuária. O resultado positivo nos cinco grupamentos indica que a abertura de vagas não ficou concentrada em apenas uma área da economia. No acumulado de 2026, Serviços também lidera, com 697.859 postos gerados, enquanto a Construção soma 200.431 novas vagas.
Para trabalhadores, a expansão representa mais oportunidades com registro formal e acesso aos direitos associados ao vínculo empregatício. Para as empresas, os dados refletem o movimento de contratação observado em diferentes atividades. Já para a economia, o aumento do emprego formal amplia a base de pessoas com renda regular e pode influenciar o consumo, embora os números do Caged não indiquem, sozinhos, a evolução de todos esses efeitos.
São Paulo tem o maior saldo absoluto
A distribuição regional mostra diferenças entre os estados. São Paulo liderou em números absolutos, com 42.533 vagas criadas em agosto. O estado foi seguido por Rio de Janeiro e Pernambuco, que também registraram saldos positivos no período.
Quando o indicador é observado proporcionalmente, os maiores avanços ocorreram na Paraíba, no Amapá e no Rio Grande do Norte. De acordo com a divulgação oficial, houve crescimento do emprego formal em 24 estados durante o mês, reforçando a abrangência nacional do resultado.
A leitura por números absolutos favorece estados com mercados de trabalho maiores, como São Paulo. Já a análise proporcional considera o tamanho da base de vínculos de cada unidade da Federação e ajuda a identificar onde o crescimento teve maior intensidade relativa. Por isso, os dois recortes oferecem perspectivas diferentes sobre o desempenho regional.
Salário médio de admissão fica em R$ 2.410,74
Além da quantidade de vagas, o Novo Caged apresentou o salário médio real de admissão. Em agosto, o valor ficou em R$ 2.410,74, praticamente estável em relação a julho. Na comparação com agosto de 2025, houve alta real de 1,02%.
O indicador mostra a remuneração média dos trabalhadores contratados no período, mas não representa o salário de todos os empregados formais do país. A interpretação também precisa considerar que diferentes setores, ocupações e estados têm padrões salariais distintos. Assim, o crescimento do número de vagas e a evolução da remuneração são dimensões complementares do mercado de trabalho.
O que os dados indicam para 2026
O saldo de agosto contribuiu para que o Brasil ultrapassasse 1,13 milhão de novas vagas formais no acumulado do ano. O desempenho combina a geração mensal de postos com a expansão observada principalmente em Serviços e Construção, os dois setores de maior destaque entre janeiro e agosto.
Os dados completos do mês estão reunidos na página oficial do Novo Caged de agosto de 2026, que disponibiliza sumário executivo, apresentação, tabelas e painel de informações. A divulgação dos números ocorreu em 29 de setembro de 2026.

